PLANTAS MEDICINAIS

As plantas consideradas medicinais, contém substâncias bio-ativas com propriedade terapêuticas, profilática e paliativa, conhecidas desde os tempos remotos. Essas plantas são utilizadas pela medicina atual, chamada fitoterápia e suas propriedades são estudadas nos laboratórios farmacêuticos, a fim de isolar as substâncias que lhe conferem propriedades curativas. Muitas destas plantas são venenosas ou tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado. Toda a planta, mesmo alimentícia, pode ser potencialmente tóxica dependendo da dosagem.

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TEMÁTICA

As plantas medicinais são utilizadas pela medicina atual (fitoterapia). Entretanto, a planta “in natura” ou pré porcessada utilizada pela população sem recomendação médica é uma prática denominada “Medicina Popular” e obviamente tem seus riscos, como a dificuldade em se estabelecer dose, posologia e, em alguns casos, a verdadeira identidade de algumas espécies.

Desta forma, este espaço apresenta o uso das plantas medicinais como alternativa terapêutica e para tanto, deve ser acompanhada por um profissional da saúde.



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As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico, apenas informativa. Consulte sempre um profissional da saúde para qualquer tipo de informação.

31 de out de 2013

CONFREI - Symphytum officinale L.- Propriedades Medicinais - 112






Flor
FAMILIA
Boraginaceae
NOME CIENTÍFICO
Symphytum officinale L.
NOME POPULAR
Confrei
Outros idiomas: Comfrey (inglês), consuelda (espanhol), grande consoude (francês), consolida maggiore, sinfito (italiano) e arznei-beinwell (alemão)
PARTE USADA
Folhas, flores e raízes.
PRINCíPIO ATIVO
Ácido ascórbico, ácido tânico, alantoína, alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina, equidimina e lasiocarpina (L), amido, aminoácidos essenciais, alantoína, asparagina, equimidina, cianocobalamina, esteróis, fructanos, intermedina, lasiocarpina, licopsamina, próvitamina A, sais minerais, saponinas, sinfitina, taninos, triterpenos, vitaminas E e do complexo B. Carboidratos, Caroteno , Sais de ferro, manganês, cálcio e fósforo, Heterosídeos cianogênicos e saponínicos, Gomas, Lactonas sesquiterpênicas, como a leonitina e as trimetoxicumarinas , Proteínas, Iodo, potássio .
 PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS
Cicatrizante, analgésica (reduz a dor), antiinflamatória, tônicas (renova a energia) e galactogênicas (aumenta produção de leite). A ação do confrei se dá através da alantoína, a qual tem uma ação tópico epitelial proliferante celular, e também removedora do tecido necrosado. Estudos clínicos demonstraram que utilizando o extrato aquoso em local inflamado, provoca um aumento da temperatura local e da circulação sanguínea com conseqüente diminuição da dor e regressão do processo inflamatório. A alantoína juntamente com as propriedades da mucilagem tem uma ação emoliente, hidratante e antiirritante da pele. INDICAÇÕES
 Asma, diabetes, leucemia, hepatite, gastrite, úlceras, prisão de ventre, reumatismo, icterícia, câncer. Elimina as dores nos olhos e regulariza a pressão arterial. Combate a anemia, debilidades, dores nas costas, dor de cabeça, dores musculares. Evita a velhice prematura, normaliza a atividade sexual, mantém a pigmentação natural dos cabelos, elimina sardas, espinhas, irritações da pele. Age como desintoxicaste do sangue, auxiliando nessa completa função. Consolida as oxidações ósseas.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
O confrei é uma planta herbácea, de ciclo perene e que atinge até 1,20 metro de altura. Seus rizomas e raízes são grossos. O caule é ereto e com superfície áspera. As folhas são grandes, de formato ovado-agudo ou oblongo-lanceolado, de superfície ligeiramente ondulada. As flores são de coloração amarela ou violácea, grandes e tubulosas. O fruto é composto de quatro aquênios
 ORIGEM
Europa e Ásia.
M ODO DE USAR
 Uso interno Infuso a 5% : para gargarejos 2 a 3 vezes ao dia. Cataplasmas: 6g da erva em água, 2 vezes ao dia. Decocto: 4-5g de chá em 250mL de água, para lavar feridas. Suco fresco: psoríase. USO EXTERNO Extrato: utilizar 10-15% em cremes.
 CONTRA INDICAÇÕES
Evitar utilizar internamente.( Pode provocar irritação gástrica e problemas hepáticos ). Há referências que tratam de alcalóides cancerígenos, principalmente em folhas jovens e raízes. FonteS: cultivando.com.br unilavras.edu.br
 USOS
-A literatura etnofarmacológica refere seu uso na forma de chá das folhas, sucos e saladas, no tratamento caseiro de doenças gastrointestinais, disenterias, inflamações, reumatismo, hemorróidas, tosse, bronquite e irregularidades menstruais.
-As raízes moídas têm uso como hemostático (estanca sangue), curativo em ferimentos abertos, equimoses e especialmente no tratamento de fraturas de ossos.
-São usadas também como cataplasma no alívio do incômodo gerado por queimaduras e picadas de insetos.
FORMA DE USO/DOSAGEM INDICADA
O tratamento cicatrizante de feridas, inclusive de úlceras varicosas e irritações da pele, pode ser feito em aplicação local de compressas e lavagens, várias vezes ao dia.
A cataplasma pode ser feita colocando-se pó de folha em uma vasilha, despejando-se água fervente em seguida, até formar uma pasta grossa, sendo colocado sobre o local afetado ainda quente, protegido por gaze fina.
-Outro modo de preparo da cataplasma é misturando-se partes iguais de pó de confrei e farinha de trigo, adicionando-se um pouco de água fervente em seguida, formando uma pasta lisa e homogênea, que deve ser aplicada diretamente sobre a parte afetada.
ATENÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO
Embora ensaios farmacológicos registrem para o extrato aquoso das folhas atividade inibitório do desenvolvimento de tumores mamários, seu uso interno, em doses altas ou por tempo prolongado, pode ocasionar o aparecimento de tumores malignos no fígado, nos brônquios e na bexiga, consequentes do desenvolvimento de doença venooclusiva, causada pelos alcaloides nesses órgãos, complicados com o extravasamento de hemácias e necrose hemorrágica. Considerando esta atividade tóxica, o confrei teve seu uso por via oral proibido pelos órgãos governamentais de saúde de quase todos os países ocidentais, embora seu uso local como cicatrizante seja permitido e estimulado. Apesar das evidências, existem controversas quanto à dosagem necessária para um efeito tóxico.

Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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