PLANTAS MEDICINAIS

As plantas consideradas medicinais, contém substâncias bio-ativas com propriedade terapêuticas, profilática e paliativa, conhecidas desde os tempos remotos. Essas plantas são utilizadas pela medicina atual, chamada fitoterápia e suas propriedades são estudadas nos laboratórios farmacêuticos, a fim de isolar as substâncias que lhe conferem propriedades curativas. Muitas destas plantas são venenosas ou tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado. Toda a planta, mesmo alimentícia, pode ser potencialmente tóxica dependendo da dosagem.

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TEMÁTICA

As plantas medicinais são utilizadas pela medicina atual (fitoterapia). Entretanto, a planta “in natura” ou pré porcessada utilizada pela população sem recomendação médica é uma prática denominada “Medicina Popular” e obviamente tem seus riscos, como a dificuldade em se estabelecer dose, posologia e, em alguns casos, a verdadeira identidade de algumas espécies.

Desta forma, este espaço apresenta o uso das plantas medicinais como alternativa terapêutica e para tanto, deve ser acompanhada por um profissional da saúde.



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As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico, apenas informativa. Consulte sempre um profissional da saúde para qualquer tipo de informação.

13 de jul de 2009

HORTELÃ - Mentha sp - Propriedades Medicinais - 07





Flor da hortelã


Flor

Folhas

Folhas e flor

Plantação em estufa
HORTELÃ
FAMÍLIA: Lamiaceae
NOME CIENTÍFICO: Mentha sp
NOME POPULAR
Hortelã, hortelã-pimenta, menta, hortelã-comum, hortelã-de-cheiro, hortelã-rasteira
PARTE USADA
Folhas e sumidades floridas
PRINCÍPIO ATIVO
Flavonóides: mentoside, isoroifolina, luteolina. . Óleo essencial 0,7 a 3% que contém mentol (40 a 40%), ácido p-cumarínico, ferúlico, cafêico, clorogênico, rosmarínico
Piperitone, alfa-mentona, mento-furano, metilacelato, pulegona, cineol, limoneno, jasmone, principio amargo, vitamina C e D, nicotinamida (traços), terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos: cariofileno, bisabolol; carotenóides, colina, betaína e minerais
PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS
Carminativa, eupéptica, estimulante, colagoga, estomáquica, antiemética, antiespasmódica, antisépticas e analgésica.
INDICAÇÕES
Fadiga geral, atonia digestiva, gastralgia, cólicas, flatulência, vômitos durante a gravidez, intoxicação de origem gastrintestinal, afecções hepáticas, palpitações, enxaqueca, tremores, asma, bronquite crônica, sinusite, dores dentárias (bochechos
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Planta herbácea, perene, de 15 cm a 1 metro de altura. As folhas são oval-lanceoladas e serrilhadas, de cor verde a arroxeada, um tanto pilosas e têm um forte aroma refrescante. De seu óleo essencial se extrai o mentol. As flores são numerosas e roxas e se apresentam em inflorescências terminais do tipo espigas
COMPOSIÇÃO
Mentona.......................... 34-42%
Mentofurano....................... 34-30%
Pulegona............................ 14-22%
Acetato de mentila.................... 3-7%
Mentol:....................................5-8%
Todas as hortelãs encerram em suas folhas vitaminas A,B e C. minerais (cálcio, fósforo, ferro e potássio);
OUTRAS ESPÉCIES
Hortelã pimenta - Mentha piperita
Hortelã verde - Mentha spicata
Poejo- Mentha pulegium
Hortelã Crespa - Mentha crispa
Hortelã doce-Mentha arvensis
Hortelã Romana-Balsamite major/Chrysanthemum balsamite
Hortelã do Brasil
Hortelã cíprica, mentastro, hortelã da Córsega.
ORIGEM: Ásia
FORMA DE PREPARO E DOSAGEM
*Infusão (uso intero)- 1 colher de sobremesa de folhas por xícara com água fervente não mais que 5 minutos. Tomar 3 xícaras ao dia, após ou entre as refeições.
*Óleo medicinal(uso externo) - Mergulhar um copo (150 ml) de folhas e flores amassadas em azeite por 4 dias para aplicações locais com massagens.
*Banho estimulante (uso externo)- Ferver em fogo brando por 3 minutos 50 gramas de folhas de hortelã em um litro de água. Misturar à água da banheira (tomar pela manhã).
*Sauna facial para nevralgias (uso externo)
Utilizar 25g de folhas em 0,5 litro de água fervente. Expor o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com uma toalha. Evite friagem posteriores Evitar utilizar a essência em doses superiores a 0,30g/dia., pode causar superdosagem
*Outras medidas e doses indicadas
Erva seca: 2 a 4g três vezes ao dia.
Essência: dose média 0,05 a 0,030g/dia (45 gotas).
Xarope: 20 a 100g/dia.
MODO DE USAR
1.Dores abdominais:
Tomar um copo de leite aquecido com algumas folhas de hortelã.
2.Gripes e resfriados
Tomar chá: Infusão de 4 a 6 folhas frescas em uma xícara com água fervendo.
3.Picadas de insetos
Colocar várias folhas amassadas sobre o local.
4.Outras aplicações
Exercem ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de propriedades antisépticas e ligeiramente anestésicas Bom para dores de cabeça e juntas doloridas. Ligeiramente vermífugo e calmante. Combate cólicas e gases, aumenta produção e circulação da bílis. Favorece expulsão dos catarros e impede a formação de mais muco.
CONTRA-INDICAÇÃO
É contra-indicado o uso da essência para lactentes. Pessoas que possuem cálculos biliares só devem empregar a planta com orientação médica..
EFEITOS COLATERAIS
O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispnéia e asfixia. A essência irrita a mucosa ocular (conjuntiva). Em pessoas sensíveis pode provocar insônia. As mentas não devem ser consumidas em grandes quantidades por longos períodos de tempo, pois a pulegona contida na planta exerce ação paralisante sobre o bulbo raquidiano
Fontes:
- Wikipédia
-Prof. Dr. Lauro Xavier Filho e Bióloga Elisabeth Cristina Correia de Mello, autores do livro "Plantas Medicinais de Uso Popular no Estado de Sergipe". UNIT, Aracaju, SE. 2000

Formatação e pesquisa: Helio Rubiales.

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