PLANTAS MEDICINAIS

As plantas consideradas medicinais, contém substâncias bio-ativas com propriedade terapêuticas, profilática e paliativa, conhecidas desde os tempos remotos. Essas plantas são utilizadas pela medicina atual, chamada fitoterápia e suas propriedades são estudadas nos laboratórios farmacêuticos, a fim de isolar as substâncias que lhe conferem propriedades curativas. Muitas destas plantas são venenosas ou tóxicas, devendo ser usadas em doses muito pequenas para terem o efeito desejado. Toda a planta, mesmo alimentícia, pode ser potencialmente tóxica dependendo da dosagem.

PASSE O CURSOR SOBRE A FOTO PARA LER (NÃO CLIQUE)

TEMÁTICA

As plantas medicinais são utilizadas pela medicina atual (fitoterapia). Entretanto, a planta “in natura” ou pré porcessada utilizada pela população sem recomendação médica é uma prática denominada “Medicina Popular” e obviamente tem seus riscos, como a dificuldade em se estabelecer dose, posologia e, em alguns casos, a verdadeira identidade de algumas espécies.

Desta forma, este espaço apresenta o uso das plantas medicinais como alternativa terapêutica e para tanto, deve ser acompanhada por um profissional da saúde.



LED Scroller Generator

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico, apenas informativa. Consulte sempre um profissional da saúde para qualquer tipo de informação.

7 de set de 2009

MILHO-Zhea mays L - Propriedades Medicinais - 36





Flor

Espiga e grãos

Milho

Fruto

Estilos e estigmas(Barba de choclo)

Inflorescência feminina (espiga)

Milharal

MILHO
FAMÍLIA: Pascias (Gramíneas)
NOME CIENTÍFICO: Zhea mays L.
NOME POPULAR
Painzo, Espiga . Outros idiomas: Maize corn silk (Inglês), Granturco, mais (Italiano)Mäis (Francês), Mais (Alemão), Mayi (Haití e Martinica).
PARTE USADA: Estilos, estigmas
PRINCÍPIOS ATIVOS
Saponinas, fitoesterois, alantoína, betaína, taninos, resinas, borracha (goma), fermentos, flavonóides, antocianidinas, sais minerais.
PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS
Diurético, antiespamódico, antiinflamatório, abortivo, emenagogo
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Gota, edemas, cistite, uretrite, litíases urinárias.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Trata-se de uma planta herbácea de alto porte (até 2,5 metros de altura), pertencente à família das Pascias (Gramíneas), caracterizada por apresentar caules eretos com folhas alternadas, largas, lanceoladas, com bainhas, de margem áspera e cortante; flores masculinas reunidas em panículas terminais, e femininas séseis, reunidas em espigas de tamanho grande rodeadas por brácteas membranosas entre as que emergem numerosos estilos filiformes.
O fruto aparece em cariópside, redondo, brilhante, de cor amarelada, inserido no eixo engrossado da inflorescência.
ORIGEM: América do Sul
COMPOSIÇÃO QUÍMICA
ESTILOS E ESTIGMAS: Contém saponinas (10%), fitoesterois (sitosterol e estigmasterol), alantoína, betaína, taninos (11-13%), resinas, borracha (goma), fermentos, flavonóides, antocianidinas, abundantes sais minerais (de potássio, cálcio, magnésio, sódio e ferro), trazas de aceite esencial (0,1- 0,2% destacando entre seus componentes o carvacrol e em menor medida outros terpenos), ácido salicílico (0,3%), ácido maizérico, mucílagos, vitaminas C e K, etc.
SEMENTES: Abundantes ácidos grassos polinsaturados: ácidos oleico (37%), linoléico (50%), palmítico (10%) e esteárico (3%); aminoácidos, abundante amido, carotenóides, dextrina, substâncias nitrogenadas (zeína, edestina, maicina), vitamina E (uma das principais fontes para sua obtenção), etc.
FOLHA: hordenina (alcalóide), ácidos orgânicos e heterósidos cianogenéticos. Análises aproximadas do grão do milho por 100 g: calorias 334; proteínas 9,2 g; gordura total 3,8g; hidratos de carbono 65,2g; água 12,5 g; fibra 9,2 g; cinzas 0,4%; cálcio 15 mg; flúor 0,06 mg; fósforo 256 mg; ferro 1,5 mg; magnésio 120 mg; potássio 330 mg; sódio 6 mg; retinol 90 m g, tiamina 0,36 mg; riboflavina 0,20 mg; niacina 1,5 mg; piridoxina 0,40 mg; ácido ascórbico (trazas), tocoferol 2,2 mg.
PARTES UTILIZADAS
Os estilos e estigmas (conhecidos popularmente como "barba de choclo") e a fração insaponificável de óleo de germe de milho. Os estilos e estigmas se colhem quando o fruto está amadurecido..
A separação do gérmen a partir da trituração do grão permite através do mecanismo de pressão e calor (previamente lavado para eliminar restos de amidos e glúten) obter o óleo de milho cru, o qual logo é clarificado por filtração e decantação e posteriormente refinado para eliminar os ácidos graxos por esfriamento e filtração.
AÇÕES E INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
1.Diurética, gota, edemas, cistite, uretrite e litíases urinária de tipo fosfatídica, oxálica e úrica
Uma das principais atividades farmacológicas reconhecidas aos estilos do milho é correspondente a atividade diurética a qual é exercida através da ação conjunta entre flavonóides, goma e sais potássios, de acordo com provas realizadas em ratas com o extrato hidroalcoólico dos estilos em doses de 40 ml/kg em administração intragástrica (Ribeiro Rua et al., 1988). Esta atividade demonstrou ser de tipo uricosúrica e fosfatúrica, complementada com uma suave ação antiespasmódica sobre vias urinárias, o qual equivale dizer que os estilos de milho podem ser indicados em casos de gota, edemas, cistite, uretrite e litíases urinária de tipo fosfatídica, oxálica e úrica (Revuelta M. et al., 1987).
2.Adstringente, demulcente, antiinflamatória e reepitelizante
Quanto ao resto dos componentes pode-se citar que os fermentos têm demonstrado possuir propriedades hipoglicemiantes (Bever B. & Zahnd G., 1979), os taninos atividade adstringente e a alantoína ação demulcente, antiinflamatória e reepitelizante (Arteche García A. et al., 1994; Peris J. et al., 1995). Em relação à alantoína tal atividade reepitelizante (recuperação do epitélio) tem demonstrado utilidade em casos de úlceras gástricas, provavelmente através de uma ação estimulante sobre a síntese prostaglandínica, via prostaglandin-sintetasa (Krivenko V. et al., 1989).
3.Colesterol alto, antiradicalares e antibacteriana
O óleo do germe de milho apresenta abundante ácidos gordurosos insaturados (oleico, linoleico e, numa menor medida, palmítico e esteárico), o qual resulta útil em casos de hipercolesterolemia, devendo-se administrar cru e sem esquentar. Quanto à fração insaponificável do óleo de germe de milho, a mesma possui propriedades antiinflamatórias e antiradicalares atuando de maneira similar a frações insaponificáveis do abacate e soja. Esta mesma fração tem demonstrado também propriedades antibacterianas em hamsters, sendo empregada sob a forma de pastas dentais na abordagem de piorréia alveolodental (Chaput A. et al., 1972; Cáceres A. et al., 1987).
4.Antialérgica
Quanto a tintura elaborada com os estilos de milho, demonstrou ser inativa in vitro frente à Neisseria gonorrhoeae, evidenciado por halos (auréolas) de inibição menores que 6 mm. (Cáceres A., 1992). Por sua vez, o extrato aquoso de milho administrado por via intraperitoneal em ratos tem demonstrado possuir propriedades antialérgicas, evidenciada através de uma resposta de tipo imunomoduladora com presença de "interferon" (Kojima Y., 1987).
EFEITOS ADVERSOS
Os frutos do milho (grãos e estigmas) constituem um alimento de amplíssimo consumo, carente de efeitos adversos e/ou tóxicos.
Contra indicações
O extrato aquoso dos estilos de milho administrados por via intravenosa em coelhos demonstrou efeito oxitóxico presumivelmente através de um mecanismo colinérgico, pelo que não se recomenda seu emprego durante a gravidez (Hahn S., 1973).
Fonte:
O texto original, publicado no site da Associacion Argentina de Fitomedicina, foi enviado por Dilvo Bigliazzi Júnior, Médico (Canavieiras, BA), julho de 2005.
Tradução: Carla Queiroz Becerra (Estagiária - Centro de Informática na Agricultura - USP - Piracicaba, SP)

Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

Nenhum comentário:

Postar um comentário